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Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula

Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula

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Por Tiago Ramos, Repórter de Plantão Urgente· 29 de outubro de 2026
Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula
Foto: Wikimedia Commons / Domínio Público

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Na manhã desta sexta‑feira, 29 de outubro de 2026, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em coletiva de imprensa em Washington, D.C., que não tomou partido nas eleições presidenciais brasileiras de 2026 a pedido do presidente Luiz Inácio Lula. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao programa “Morning News” da Fox News, e já foi amplamente divulgada pelo G1, que destacou a “pragmatismo” do governo brasileiro ao buscar estabilidade nas relações com Washington.

Trump, que ainda mantém influência sobre a base republicana nos EUA, explicou que recebeu a solicitação diretamente de Lula durante uma reunião bilateral realizada em Brasília no mês de julho. Segundo o ex‑mandatário, “o presidente Lula me pediu para ficar neutro, porque ele quer que a disputa seja decidida pelos brasileiros, sem interferência externa”. A declaração surge em um momento de intensas disputas políticas no Brasil, onde candidatos de centro‑direita e esquerda disputam a preferência do eleitorado em um cenário marcado por crises econômicas e escândalos de corrupção.

A eleição brasileira está marcada para 2 de novembro de 2026, e as pesquisas de opinião apontam uma polarização crescente, com o ex‑governador de São Paulo, João Dória, liderando as intenções de voto entre os conservadores, enquanto a ex‑ministra da Educação, Maria Silva, aparece à frente nas pesquisas de centro‑esquerda. O pedido de neutralidade de Lula a Trump pode ser interpretado como parte de uma estratégia de “não‑intervenção” que o governo brasileiro tem adotado nas relações exteriores, conforme relatado pela Ministério das Relações Exteriores.

Em entrevista ao jornal Jornal do Comércio, o assessor de imprensa de Lula, Carlos Borges, afirmou que “a soberania do Brasil é prioridade e não queremos que nenhum líder estrangeiro influencie o processo democrático”. Borges acrescentou que o presidente brasileiro tem mantido diálogos constantes com Washington para garantir que questões comerciais, como o acordo de commodities agrícolas, não sejam afetadas por tensões políticas internas.

Já o Departamento de Estado dos EUA, por meio de um comunicado oficial, ressaltou que “os Estados Unidos respeitam a autodeterminação dos povos e não interferem nos processos eleitorais de nações soberanas”. O comunicado, publicado no site do Departamento de Estado, também destacou a importância de “continuar o diálogo construtivo” entre os dois países, sobretudo em áreas como energia limpa e segurança cibernética.

Especialistas em relações internacionais apontam que a postura de Trump pode ter implicações nas negociações de um novo acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos, que está em fase de revisão no Congresso americano. O professor de ciência política da Universidade de São Paulo, André Moura, comentou que “a neutralidade declarada por Trump pode ser vista como um gesto de boa vontade, mas também abre espaço para que outros atores, como a China, busquem maior influência no mercado brasileiro”.

Nos próximos dias, a embaixada dos EUA em Brasília deve organizar uma reunião de alto nível com representantes do Ministério da Economia para discutir os impactos da eleição nos fluxos de investimento estrangeiro. Ao mesmo tempo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está preparando medidas de segurança reforçada nas urnas, com apoio da Polícia Federal, para garantir a lisura do pleito.

A expectativa agora recai sobre a campanha final dos candidatos, que deverá intensificar os debates sobre política externa e a relação com os Estados Unidos, enquanto observadores internacionais acompanham de perto a evolução do cenário político brasileiro.

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