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Polícia Civil prende seis por infiltração no transporte de SP

Operação da Polícia Civil de São Paulo prende seis suspeitos de infiltrar o crime organizado no sistema de transporte público, conforme relatório da agência.

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Por Tiago Ramos, Repórter de Redação· 29 de outubro de 2026
Polícia Civil prende seis por infiltração no transporte de SP
Foto: Polícia Civil / SSP-SP

Na manhã de 28 de outubro de 2026, a Polícia Civil de São Paulo realizou, em conjunto com a Polícia Militar e o Ministério Público, a prisão de seis indivíduos acusados de infiltrar organizações criminosas no sistema de transporte coletivo da capital. A operação, denominada “Transporte Seguro”, foi deflagrada em três pontos estratégicos da cidade – duas linhas de ônibus e um terminal de metrô – e resultou na apreensão de armas, documentos falsificados e dispositivos eletrônicos utilizados para comunicação entre quadrilhas. Segundo o Departamento de Polícia Civil (DPC), os investigados atuavam como intermediários na cobrança de “taxas de proteção” a motoristas de ônibus e na facilitação de fraudes em bilhetagem eletrônica.

A ação faz parte de um desdobramento da Operação “Mosaico”, iniciada em 2024, que tem como objetivo desarticular redes de crime organizado que atuam em diferentes setores da economia urbana. Em relatório apresentado ao Ministério Público Estadual (MPE) em julho de 2026, a Polícia Civil apontou que o transporte público de São Paulo tem sido alvo de extorsão e lavagem de dinheiro, com estimativas de perdas superiores a R$ 12 milhões anuais.

“Identificamos um padrão de atuação que envolve a cooptação de funcionários de empresas de transporte e a utilização de agentes infiltrados para garantir a impunidade de atos ilícitos”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Dr. Carlos Henrique Silva, em entrevista concedida à agência oficial (agenciasp.sp.gov.br).

Os seis detidos – três homens e três mulheres, todos maiores de 30 anos – foram identificados como membros de duas facções criminosas que operam no interior do estado. Entre os objetos apreendidos, constam duas pistolas calibre .38, três celulares com aplicativos de criptografia e um notebook contendo planilhas de controle financeiro que detalham repasses de recursos para líderes de gangues.

Com a prisão, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os investigados por crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção ativa e uso de documento falso. O processo segue para a 3ª Vara Criminal da Capital, onde o juiz responsável, Dr. Mariana Costa, deverá analisar o pedido de prisão preventiva. Em audiência preliminar marcada para 5 de novembro, a defesa dos acusados já sinalizou a intenção de contestar a legalidade das buscas realizadas nos terminais de transporte, alegando violação de direitos constitucionais.

Paralelamente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) anunciou a ampliação de programas de monitoramento eletrônico nas linhas de ônibus, bem como a criação de um canal de denúncias anônimo para motoristas e passageiros. “É imprescindível que a população colabore, reportando qualquer indício de coerção ou cobrança indevida”, ressaltou o secretário de Segurança Pública, João Paulo Mendes, em coletiva de imprensa realizada após a divulgação da operação.

A operação “Transporte Seguro” demonstra a integração entre órgãos de segurança e o Ministério Público na luta contra a infiltração do crime organizado em serviços essenciais. Enquanto os processos judiciais avançam, a expectativa é que as medidas preventivas adotadas pela SSP reduzam a vulnerabilidade do sistema de transporte coletivo, contribuindo para a restauração da confiança dos usuários e a garantia da ordem pública.

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